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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

The True Fairy Tale - Cinderela


A história da Cinderela foi sempre uma das que menos gostei. Toda a ideia de uma rapariga se apaixonar por um rapaz que não conhece (só porque ele é príncipe e rico e coise) não me agrada. Acho que foge completamente da concepção de amor verdadeiro. Sei que a ideia da história é transmitir às moçoilas para não pararem de sonhar, que tudo se pode realizar e que as situações más podem vir a melhorar. Mas existem maneiras melhores de transmitir essa ideia.
Esta é a minha interpretação da Cinderela:
Era uma vez uma rapariga que vivia triste e desesperada. Quando a sua mãe morreu, o seu pai casou-se com uma mulher terrível que já tinha duas filhas asquerosas. Eventualmente o pai dela acabou por morrer e a madrasta decidiu que a Cinderela deveria torna-se uma dona de casa desesperada. Em vez da Cindrela se revoltar com a bitch da sua madrasta, arrumar as coisas e ir fazer alguma coisa da sua vidinha (sei lá, tipo lutar por ela própria, estudar, tirar um curso, ir viajar), decidiu ficar em casa a obedecer às ordens e a sonhar por um homem que nem faz ideia que ela existe. No meio disto tudo aparece uma oportunidade de ela conhecer o príncipe, no baile real. Claro que as meias-irmãs não gostam nada da ideia da Cinderela ir ao baile, e como putas que são rasgam-lhe o vestido todo. A Cinderela em vez de dar duas bofetadas às cabras e ir ao quarto mudar de roupa para ir ao baile, enfia-se no quarto a chorar e deve ter fumado uma bela de uma ganza porque ao fim de um tempo começa a ver uma fada madrinha que transforma uma abóbora em carruagem e o cão dela num cavalo (eu cá apanhava um cagaço se visse uma coisa dessas a acontecer, mas ela achou que era perfeitamente normal). 
Lá vai ela ao baile, conehece o príncipe, dançam a noite toda (bem , até à meia noite, porque a Cinderela não tinha dinheiro para pagar à fada madrinha pela noite toda, então teve de se contentar com o trial, tipo os 30 dias de experimentação pelo anti-vírus). Entretanto deve ter apanhado uma bruta de uma piela com o príncipe, porque ela nem se aperceba que fica descalça de um pé, e no dia a seguir o príncipe nem se lembra da cara dela (tanto que tem de ir experimentar o sapato a todas as mulheres do reino). Ora a Cinderela tem um pé muito pequeno ou um pé muito grande, porque se ela fosse a porra de um 37 aposto que o sapato tinha servido à primeira gaja em que ele experimentou o sapato. E não, o sapato não podia ser de cristal: no meio daquela correria toda e com a bebedeira ele tinha-se partido. Cheira-me mais a sapato de plástico do chinês. A sorte é que o príncipe a encontra, experimenta o sapato e acabam por se casar. Fim

Meninas, não fiquem à espera que um príncipe encantado vos venha salvar. Ele não existe. Vocês são a salvação de vocês próprias. Vocês são o vosso príncipe encantado. Não dependam dos outros para serem felizes. E não sigam o exemplo da Cinderela. O mais provável é acabarem para sempre enfiadas numa vida horrível a lamentarem-se.